domingo, 24 de outubro de 2010

Ainda que fosse meio da semana Anne encontrou uma facilidade anormal para dormir da casa de Liz, parecia que Carter queria compensá-la de alguma forma pela mudança repentina e ainda que Anne gostasse muito de seu pai ela esperava que ele se sentisse muito culpado e quem sabe assim ele desistisse na ultima hora. Ao pensar em hora Anne tinha de se apressar já tinha de estar pronta para sair, mas ainda faltava algumas coisas para colocar na bolsa e então estaria tudo pronto.

- E voilà !!

Ela disse pegando a mochila. Ao sair do elevador Anne desceu as escadas do hall do prédio despreocupadamente enquanto colocava os fones de seu iphone nos ouvidos e selecionava uma das músicas quando bateu inesperadamente em alguém

- Ah descul... Daniel ?! - era visível seu espanto e surpresa, a testa franzida e os olhos interrogativos - O que faz aqui?

- Ora vim te ver, ou só porque vai se mudar para Deus sabe onde acha que não vai me ver mais?

Daniel falou com um sorriso de lado nos lábios, ele tinha um brilho nos olhos que fez Anne ficar ligeiramente presa a eles, era como no inicio do namoro deles, parecia tão novo, poderia ser a pequena questão de que ela iria sair da cidade e tudo ficava mais saboroso.

- Claro que pode me ver, só que combinei de passar a noite na casa da Liz...sabe como ela é.

- Imagino bem, mas hoje é sua ultima noite aqui, consegui emprestado com o meu velho o carro, então pensei que pudéssemos ficar a sós.

Havia esperança nos olhos de Daniel, mas era uma esperança diferente da que Anne tentava sentir naquelas ultimas semanas, tinha voltado em algum lugar dentro dela a sensação de distancia entre Anne e Daniel, ele tinha voltado a ser o Daniel que ela não estava curtindo tanto assim namorar, com os olhos dizendo que não Anne abaixou a cabeça, apesar deles estarem bem próximos ela não tinha muito o que falar, há muito eles não tinham muito o que falar

- Okay, levo você na casa da Liz.

Apesar da negativa Daniel não parecia zangado, Anne sentiu um ligeiro desconforto, tinha julgado Daniel, mas ele até que estava lidando bem com a noticia, ao contrário dela que poderia ter feito das ultimas semanas as melhores que tivera em LA, mas agora que tinha realizado isso decidira que ainda que tivesse só mais uma noite, esta seria a mais divertida de todas.

- Pronto chegamos, Anne...sabe que gosto de você não sabe?

Daniel a tinha pego de surpresa, mas a tinha feito sentir um frio da barriga, ela ainda gostava dele.

- Claro que sei, e eu também gosto de você.

Ela disse em um tom baixo e meigo, Anne sempre fora sincera, ela sabia que o caminho certo era o da sinceridade e ela sabia que estava sendo. Daniel tinha se aproximado de Anne, como por instinto Anne pressentindo o acontecimento deixou seus olhos se fecharem uma das mãos apoiado no rosto de Anne de modo a trazê-la mais para perto de si para então seus lábios se encontrarem.

Uma música familiar e bem popular começara a tocar, era um som abafado que vinha do bolso de trás do jeans de Anne, mas ela não precisava ver o visor do telefone para saber quem era, ela sentiu seus lábios de afastarem dos de Daniel e assim que o fez abriu lentamente os olhos o fitando e em um leve sorriso desligou o telefone, olhou pela janela e viu na janela do segundo andar da enorme casa o rosto familiar de Liz.

- Bom, tenho que ir agora.

- Okay, eu levo você até a porta.

Daniel estava atencioso naquela noite, Anne estranharia se fosse outra noite qualquer, mas era sua ultima noite na cidade e tudo poderia ficar diferente, se estava indo tudo bem ela ficaria feliz, tinha de ficar feliz, fora o que ela tinha prometido a si mesma, a melhor noite de todas e foi focando esse pensamento que ela se pôs de pé diante da porta de Liz esperando a mesma ser aberta quando de repente um estrondo forte e mil vozes gritando algo que parecia com “Surpresa” e mil confetes caíram sobre si.

- Liz!!! O que você fez?? – Anne disse surpresa colocando as duas mãos em cima da boca como uma concha, os olhos marejados.

- É a ultima noite da minha melhor amiga na cidade, não acha que sairia sem uma despedida em grande estilo né? - Liz dera um daqueles seus olhares de ‘pessoa eficiente e importante.

Anne olhou surpresa para trás aonde ela sabia que Daniel estaria e perguntou - Você sabia? Sabia disso? - ele não respondera nada, apenas sorria ao vê-la tão feliz pela surpresa então Liz se colocou entre os dois falando.

- Se ele sabia? Anne, de quem acha que foi a idéia? Tenho de confessar que ele tem boas idéias! Mas agora chega de papo e Jesus, saiam da porta, Anne essa é a sua festa você mais do que ninguém tem que aproveitar!!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Chapter I

O jantar tinha sido a ultima tentativa de Anne conseguir mudar a idéia do pai, mas tinha sido um desastre total o que a deixara mais desolada vendo que de nada adiantou ter esperanças se Carter realmente estava disposto a fazer ela deixar para trás seus amigos, sua escola, seu namorado - ainda que não estivessem muito bem juntos - enfim, ficaria tudo para trás e agora apenas restava uma noite, uma única noite em Los Angeles.

- Vamos Anne, é a sua ultima noite em LA !! - exclamou Liz enquanto dirigia o carro pelas ruas movimentadas do centro

- Como se eu precisasse ser lembrada. - Anne cortou a amiga, estava magoada, não com Liz, mas era ela quem a tinha lembrado - do grande infeliz acontecimento -.

- Anne, sabe com não foi essa minha intenção, só quero que veja que é a sua chance de ter a noite mais divertida que tivemos, vamos lá é só uma noite das garotas, sabe igual quando éramos crianças, festa do pijama, filmes, guloseimas, revistas de fofocas...- Liz finalmente parou o carro, um pouco brusco demais para Anne, Liz então tirou o cinto de segurança e se curvando ligeiramente para fitar de frente Anne falou - Olha, só o que peço é as ultimas horas disponíveis da minha melhor amiga em LA comigo, pode ser ou vou ter de arrastá-la até a minha casa? - ela estava determinada isso Anne poderia ver só pelas sobrancelhas erguidas de Liz ela só fazia aquilo quando queria muito alguma coisa.

- Okay, okay ! - Anne se deu por vencida ainda que bufando ligeiramente, mas com certeza uma festinha de pijamas ainda que fosse apenas Liz e ela seria bom, melhor do que os planos que ela fizera, que por sinal seria se jogar na cama e chorar até pegar no sono.

- Ahhh!!! - Liz deu um de seus gritinhos histérico de felicidade enquanto batia palmas freneticamente, Anne riu.

- Então pode me deixar em casa antes que eu mude de idéia?

- Já esta em casa baby. - disse Liz indicando o lado de fora e só ai que Anne notara que estava diante de seu prédio, seu até às dez da manhã do dia seguinte.

- Engraçadinha ! Então te vejo mais tarde... - Anne desceu do carro arrumando a alça da mochila no ombro enquanto via o carro de Liz seguir e virar a esquerda e daquele ponto sumir atrás dos prédios.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Chapter I

|| Mudanças ||

Caminhando pela areia úmida da praia encontrava-se uma garota de pele clara, cabelos castanhos passando dos ombros e ar de sonhadora. Era uma garota normal, daquelas tantas que já estão na transição da adolescência para a fase adulta, com muitos sonhos e sentimentos à flor da pele. A água fria da manhã molhava seus pés e o vento açoitava-lhe a face em um toque até que carinhoso. Ela gostava daquela sensação, sentia-se livre de seus problemas juvenis e seus medos. Sentia-se livre perto da água.

Como acontecera em todas as outras manhãs, de repente, um vento violento soprou e o mar se agitou. Os pingos de chuva que cariam do céu logo ensoparam sua roupa, indicando que o passeio tinha chegado ao fim. Ela correu em busca de abrigo, talvez houvesse algum lugar onde ela pudesse esperar a chuva passar, talvez... Então um forte trovão fez seu coração acelerar. Relâmpagos cortavam o céu coberto de nuvens escuras, ela olhou em volta procurando por alguém, mas não havia ninguém pro perto. Havia algo anormal no tempo, algo que a assustava, algo que ela não conseguia identificar. Um segundo raio, um trovão e, no céu, uma gigantesca sombra que lembravam olhos a observava.

Ela correu, seu cabelo longo colava em seu rosto e dificultava sua visão. Ela não parou, continuou correndo, estava assustada com o coração acelerado. A areia molhada da praia dificultava sua carreira, então ela tropeçou e caiu. Outro assustador trovão, então ela acordou.

Seu nome era Anne Jane Heartford.

Transpirava e, lentamente, controlou a respiração que estava acelerada. Dessa vez aquele sonho foi mais real e assustador que das outras vezes. Geralmente o sonho era rápido: mostrava apenas a garota na caminhando tranquilamente na praia. Essa foi a primeira vez o tempo mudou completamente, o que a assustou um bocado.

Respirou fundo, tinha sido apenas um sonho ruim – foi o que ela pensou. Espreguiçou-se ainda sem coragem, queria voltar a dormir, mas sabia que logo seu pai bateria na porta do quarto exigindo uma conversa estilo pai & filha. Esticou o braço até o criado mudo do lado da cama e pegou o iPhone que ganhou do pai no aniversário de dezessete anos duas semanas atrás, nele havia uma mensagem de texto do namorado.

“Bati o carro do velho – referencia ao pai - essa tarde enquanto saia com a galera. Não vou poder ir te ver hoje. Amanhã a gente se fala. Beijos gata, D.”

Daniel era seu namorado nada perfeito. Na verdade, Anne ainda não sabia por que continuava com o garoto. No começo ele parecia ser o namorado que toda garota gostaria de ter: era simpático, prestativo, carinhoso, alegre e todos os adjetivos que ela conseguia pensar para qualificá-lo, mas já tinha um tempo que ele mudou sua relação com ela. Mas ele à amava, isso todos sabiam, o único problema era que sua cabeça avoada parecia ter esquecido da namorada enquanto ele passava muito tempo se divertindo com os amigos.

Sorriu incrédula antes de jogar o aparelho na cama e ir até a janela e fechá-las. Já era noite, provavelmente umas seis horas, logo estaria na hora da janta. Carter Heartford, seu pai, era um repórter que tinha tudo para ser bem sucedido em Los Angeles, mas que andava tentado a mudar de ares no intuito de ganhar mais tempo com sua única filha, Anne.

Carter era um homem de meia idade, porte de atleta, bonito e esforçado. O tipo de homem maduro que muitas mulheres procuram, porém ele ainda não conseguiu superar cem por cento a esposa que falecera há quase um ano. Era o tipo de pai extremamente protetor, sempre presente na vida da garota, querendo nunca deixar nada faltar pra sua filha. Porém, mesmo assim, às vezes algumas faíscas surgiam quando Anne e Carter defendiam suas opiniões.

Foi enquanto observava a movimentação da cidade da janela do apartamento que Anne sentiu um formigamento no pé, algo que ela não tinha percebido antes. Se agachou e retirou a meia – os sapatos estavam jogados no pé da cama – do pé direito revelando, além da pele alva, uma marca de nascença escura que desenhava perto do seu calcanhar uma meia lua. Esfregou os dedos na marca, raramente sentia aquilo, mas não deu tanta atenção.

Arrumou a cama, pegou roupas limpas e confortáveis no guarda-roupa e foi até o banheiro tomar banho. Sentia-se pesada, como se tivesse passado o dia em um árduo trabalho, o que não aconteceu. Na verdade, Anne até tivera um dia tranqüilo, sem muitas coisas na escola já que era uma boa aluna, com muitos sorrisos e música, Anne amava música.

- Anne? Já acordou, filha? O jantar já esta pronto. – disse Carter no corredor na frente do banheiro.

- Vou só tomar um banho, pai. – Anne respondeu entrando em baixo da água quente. Cantarolava baixinho uma música que sempre estava em seu set list, The Only Exception de uma banda de rock Paramore. Ainda estava insatisfeita com o namorado, além disso o estranho pesadelo que tivera ainda pairava em sua mente, e o formigamento em sua marca continuava a incomodá-la. Fora isso, havia aquele grande problema que estava deixando-a sem sono. Aquele que seu pai estava disposto a não ajudá-la, já que para ele, aquele era o melhor a se fazer. Anne sentiu raiva só em pensar no que o pai estava querendo fazer.

Em baixo da ducha encenou várias desculpas e criou motivos para que não precisassem se mudar. Já tentara ter aquela conversa antes com seu pai, mas logo essa conversa rumou para uma discussão e a logo os dois estavam irritados demais para continuar com a conversa.

Trocou de roupa, penteou os cabelos sedosos e brilhantes e foi encontrar o pai na cozinha.

- Finalmente a Bela Adormecida resolveu acordar. – brincou Carter ao vê-la entrar na cozinha.

A mesa estava pronta. Havia arroz, bife acebolado, porções de batatas fritas que pareciam ter sido comprados na volta para casa após o trabalho de Carter e salada. Coisas simples que um solteirão sabia fazer, mesmo que sem perfeição.

- Acho que dormi demais. Fazer nada cansa, sabia? – brincou, indo até onde o pai estava e beijou-lhe o rosto. – Como foi o trabalho?

- Normal. Muitas coisas pra fazer, a mesma correria de sempre. Uma senhora maluca e míope quase bate no meu carro hoje, você deveria ter visto a cara de susto que ela fez quando ficou a centímetros de mim. E a escola?

- Normal, também. Daniel não vem aqui hoje.

Carter não disse nada, apenas pôs o refrigerante sobre a mesa e Anne pegou os dois copos no armário da cozinha. Carter nunca aprovou o namoro entre Anne e Daniel, mas também nunca foi contra. Carter no fundo sabia que aquele namoro não tinha tanto futuro assim, faria apenas parte da adolescência da filha.

Anne era aparentemente uma garota comum com uma vida comum, mas aparentemente ela não sentia isso. Acontece que desde eu Anne recebera a noticia de que teria de se mudar a sua vida tinha perdido o rumo e tudo estava perdido.

Claro que um exagero de uma adolescente, mas para esta adolescente era tão frustrante ter de deixar a vida que tinha para trás...

Quando ambos já estavam sentados e se servindo, Anne resolveu arriscar falar sobre o atual assunto delicado.

- Ainda pretende se mudar? – falou normalmente, como se aquele fosse um dos assuntos corriqueiros da casa.

- Sim, Anne, você sabe... – respondeu Carter, também entrando no “jogo” de Anne.

- Pai, mas e os meus amigos que tenho, além disso, a escola... Não vamos achar uma tão maravilhosa quanto à daqui! – essa era mais uma tentativa em meio às outras milhares.

- Anne, você é nova demais e fará novos amigos e lá terá uma escola que é tão boa quanto a que você esta agora e, além disso, nós já falamos sobre isso.

- Mas...

- Anne, chega, okay? Agora prove esses aipos. – Carter falou indicando os mesmos – Vamos eles são saudáveis! – Deu ele por encerrada a conversa voltando sua atenção a refeição

Anne pareceu decepcionada, era verdade que era mais uma tentativa, poderia ser a milésima, mas ela ainda tinha esperanças, mas a cada negativa do pai menos ela a tinha.

O jantar foi silencioso, exceto claro pela voz do comentarista esportivo que passava o placar das partidas da noite, com o prato quase do mesmo jeito que estava no inicio do jantar Anne ajudou a retirar a mesa, agora que eram apenas seu pai e ela, era mais rápido, as refeições não eram tão planejadas como quando era sua mãe que cozinhava e nem tão gostosa, mas ao menos eles tentavam, pelo menos Carter tentava apesar de seu pouquíssimo sucesso.

Se Anne não estivesse tão chateada quando ficava dentro de casa teria sido mais paciente e compreensiva com seu pai, mas sem essa ajudinha da filha Carter tinha além de lidar com o emprego, toda a responsabilidade de cuidar da casa e claro de lidar com uma adolescente...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Prefácio

A caça às bruxas foi uma perseguição religiosa e social que começou no século XV e atingiu seu apogeu nos séculos XVI e XVII principalmente na Alemanha, na Suiça e na Inglaterra, porem este mau não atingiu somente os países da Europa, uma pequena cidade do Estado de Oregon foi devastada pela série de eventos sobrenaturais e prisões de mulheres que aparentemente eram perigosas e ofereciam riscos a comunidade em que viviam e foram cruelmente mortas:

Em uma cidade de um pouco mais de 3 mil habitantes mais de 100 pessoas foram julgadas e condenadas a morte, a maioria delas mulheres.

Amélia J. Phelps uma senhora viúva bem quista na comunidade fora acusada por membros do conselho da cidade devido ao seu envolvimento com outras mulheres que haviam sido julgadas e condenada, Amélia sofreu a mesma condenação e em 02 de novembro de 1690, mas antes de morrer enforcada Amélia profetizou a seguinte fala:

“Mesmo que a imortalidade fosse o suficiente, ainda assim não seria o bastante.”

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Quando sua vida deixa de ser o que você sempre desejou esta passa a ser um ser um grande problema, um problema que Anne estava tendo de lidar desde que perdera sua mãe, mas quando Anne e seu pai chegam à pequena e aparentemente pacata cidade de Saint Helens em Oregon os Hearlford descobrem que eles têm muito mais a fazer do que apenas terem de se adaptar a uma cidade nova.